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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Mude

"Mude.
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras poesias.
Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!"

Texto de Edson Marques



Sábado, 17 de Setembro de 2011

Projeto de vida

Trabalho vai além de ter um emprego. Trabalhar é exercer uma ação no mundo, ação que modifica, mesmo sendo pequena tem valor e transforma.

Durante a nossa vida temos dois nascimentos fundamentais: o primeiro é o nascimento real, no mundo, e, o segundo, é o nascimento para nós mesmos e para a sociedade, que ocorre na adolescência.

No período da infância a criança está muito vinculada aos pais, são eles que pensam, desejam, idealizam e escolhem a vida da criança. Já na adolescência muitos conflitos ocorrem porque o jovem não aceita mais o que os outros determinam para a sua vida. Nesse período nos diferenciamos de nossa família e descobrimos a nós mesmos e aos nossos desejos e projetos. Não é um momento fácil, mas é muito importante já que é nessas escolhas que o jovem busca a si mesmo.

Mesmo que a adolescência traga boas ou más recordações é nela em que o adulto vai se basear sempre que for revisar o seu projeto de vida. Esta revisão é mais comum em momentos de crise, amadurecimento, mudanças, etc. Mas você também pode repensar na vida espontaneamente.


VOCÊ COSTUMA REFLETIR SOBRE A SUA VIDA?
VOCÊ COSTUMA PENSAR NAS SUAS ESCOLHAS?

Avaliar e reavaliar a nossa vida é importante, principalmente para resgatarmos a nossa essência e autenticidade, tão obscurecida pela excesso de números, porcentagens e tendências econômicas. Pelo apelo acelerado, sofisticado e repetitivo da sociedade ao consumo.

Calma! Você não vai ser mais um excluído se escolher um caminho de vida diferente da maioria! Lógico que nossas escolhas têm consequências, mas o não escolher, não olhar para os nossos sonhos e desejos também tem. Temos que respeitar ao outro, ter uma postura ética na sociedade e também conosco mesmos. Não é à toa que tantas pessoas ficam cada vez mais deprimidas. Um dos motivos é o desrespeito consigo mesmas, o excesso de cobranças e expectativas -que vão além dos limites pessoais -, o esquecimento de seus próprios sonhos e das suas singularidades.


PENSE COM A CABEÇA E COM O CORAÇÃO:

- QUEM SOU? O QUE JULGO IMPORTANTE?
- COMO QUERO E POSSO CONTRIBUIR NO MUNDO?
- O QUE POSSO ALCANÇAR?

É importante reavaliarmos a nossa vida e os nossos objetivos e sonhos. Principalmente em relação ao trabalho é essencial resgatarmos se este corresponde ao que desejamos, se nos faz feliz e condiz com a contribuição que queremos dar ao mundo e à sociedade.

Vale a pena olharmos para dentro de nós e pecebermos o que sentimos e como nos sentimos no trabalho ou situação atual. O que podemos fazer para modificar a situação ou trazê-la mais próxima ao que queremos. Isto não é negar ou esquecer as áridas situações sócio-econômicas que nossa sociedade atravessa, porém afirmar que você será feliz se tiver muito dinheiro e se estiver bem adaptado a um cargo ou condição de trabalho não é garantia de sucesso e satisfação.

Trabalho vai além de ter um emprego. Trabalhar é exercer uma ação no mundo, ação que modifica, mesmo sendo pequena tem valor e transforma. Pensar no que queremos e podemos modificar no mundo é fundamental. O trabalho é tão importante porque nesse processo de trasformar o mundo nós mesmos também somos modificados e assim se dá a grande relação: (re) construímos o mundo ao mesmo tempo que somos (re) construídos por ele.

Pense nisso!!!

Fonte: sermelhor.com  

Autor(a): Salete Monteiro Amador

 


Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Homenagem a um amigo



Durante toda minha vida,
Muitas pessoas passaram por mim,
dia após dia.
Mas somente algumas dessas pessoas
Ficarão para sempre em minha memória.

Essas pessoas são ditas amigas,
E as levarei para sempre em meu coração,
Às vezes pelo simples fato de terem
cruzado meu caminho,
Às vezes pelo simples fato de terem dito
Uma única palavra de conforto quando eu precisei,
Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção,
E me ouvido falar de minhas angústias,
Medos, vitórias, derrotas...

Às vezes por terem confiado em mim,
E me contado também seus problemas,
Angústias, vitórias, derrotas...
Isso é ser amigo: É ouvir, é confiar, é amar.
E amigos de verdade,
Ficam para sempre em nossos corações,
Assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.


Fonte: Recebido por email - Autor desconhecido



Domingo, 22 de Maio de 2011

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

 

Texto de Mário Quintana



Quarta-feira, 31 de Março de 2010

PERDAS... NEM SEMPRE

 
                    Um dos sofrimentos mais intensos que compartilho com as pessoas que conheço, com pacientes e amigos, é o sentimento de perda, em especial a de um amor. O amor, e a paixão nos transformam em seres melhores ou piores, dependendo da qualidade deste sentimento e sua reciprocidade. Existem pessoas com uma capacidade de tolerância extremamente flexível com relação ao desrespeito em uma relação, fingem que não percebem as traições, criam subterfúgios para compensar de forma medíocre os constantes ataques à auto estima. Se aparece uma ameaça de perda, se desesperam, não a abraçam como um real caminho para construir a felicidade, se enganam porque estão reféns de algo que pensam ser amor.
 
                  Certamente, em um casal a responsabilidade pelo sucesso e felicidade é meio a meio, em alguns casos pode realmente existir um que notadamente é doente de ciúme e exerce controle e domínio sobre o parceiro. É agressivo, perverso nas suas expressões distorcidamente amorosas, que chegam as vias do espancamento. Sabemos que centenas de mulheres são diariamente espancadas, se submetem a prisão domiciliar, e apenas uma minoria tem a coragem de denunciar formalmente o que vivem.
 
                 Este aspecto é um extremo das relações, e poderíamos dizer que estes hematomas, cortes, fraturas em dois ou tres meses, desaparecem com tratamento caseiro. Mas e as fraturas emocionais ? Os hematomas do ego e os cortes na auto estima ? Infelizmente não existem medicamentos de ação rápida e eficaz à disposição. Faz-se necessário um longo trabalho de reconstrução emocional destas pessoas. O amor transforma-se em apego, pela intensa fragilidade emocional que estas pessoas possuem. Elas acreditam que são incapazes de sobreviver a ausência do objeto amado e por isto, se submetem a todo sadismo que dele emana nas mais dissimuladas cruéis expressões do que se acredita ser amor.
 
              É um paradoxo observarmos que mulheres mais jovens atualmente lideram as pesquisas. Com toda a evolução feminina de autonomia e liberdade, não são as mais velhas que se sujeitam a relações opressoras, estas aprenderam rapidamente a pegar os filhos embaixo do braço e pedir o divórcio. Não se prestam de jeito nenhum a ficar num permanente estado de apreensão. De preferência desaparecem para nunca mais serem encontradas. As jovens imaturas e inseguras nas histórias de amor, se mostram confusas, com a lucidez obnubilada, engravidam na busca de uma solução mágica mas infeliz, passam anos sendo escancaradamente traídas, vistas com pena pelas amigas, se consolam com presentes e viagens que para elas, pateticamente, substituem o amor e o respeito que elas não recebem.
 
             O cotidiano destas jovens é marcado por sobressaltos aos toques do celular, incorporam o comportamento de um angustiado detetive que vasculha os passos do parceiro, emails, torpedos, vistoriam as roupas, conferem a conta do cartão de crédito e os lugares por onde ele diz que passa. Adquirem a idéia fixa de descobrir quem é, ou quem são estas rivais em potencial tornado-se capazes de adotar comportamentos ridículos, agindo de modo patético com o qual certamente, ele se diverte.
 
           Creio que não é fácil para estas jovens, parceiros que tem estes comportamentos compulsivos de traição e agressividade sutil, são mestres na arte de enganar o que torna muito difícil pegá-los em uma situação que justifique o rompimento. Eles tem o talento de gerar confusão na percepção de quem já está fragilizada, afogada em dúvidas e ansiedade, e dominada por um forte sentimento de menos valia e a ameaça constente de humilhação . Quanto mais o tempo passa, menos ela é capaz de enxergar. Os amigos dão flagra mas não tem coragem de contar, os rivais se deliciam e obtem uma vingança desejada, e assim, ele conta com um exército de cúmplices fiéis.
 
         Percebo esta situação com grande tristeza, o amor é a experiência mais linda e gratificante que a vida nos presenteia, todos temos o direito de vive-lo plena e intensamente, de sorver dia a dia o sabor doce que ele nos oferece, de colher abraços e sorrisos do amanhecer ao cair da tarde, de exerce-lo em todas as luas ardentemente. De reconstuir os sentimentos de afeto quando ele ameaça esmorecer, de ter reciprocidade, investimentos mútuos, surpresas coloridas de paixão e alegria, solidariedade e cumplicidade nos desafios. Somos dois, e os dois tem sua cota de responsabilidade na manutenção do amor, sedimentado pela confiança e respeito . Sem estes ingredientes não existe amor, é uma alucinação do desejo de amar e ser amado, não amor.
 
       Então, respire fundo, faça uma reflexão tendo em mãos teu amor próprio, teus sonhos e expectativas, reavalie o que vives nos últimos tempos com quem tu pensas que te ama, projeta daqui a dez anos esta relação e busca decifrar teus verdadeiros  sentimentos e aquilo que recebes. Descobre como te sentes até lá, o que te aguarda de parceria e a felicidade que poderá te acompanhar até lá. Acredita na tua força, na coragem de mudar e conquistar um amor autentico e real. Se surpreendentemente surgir uma possibilidade de perda... Aceita ! Não vacila, abre mão de todos estes sentimentos falsos, dissimulados, te despe da humilhação e do desprezo. Ninguém a não ser tu mesma, será capaz de readiquirir o amor e o respeito por ti mesma.
Existem perdas que são grandes ganhos...
 
Autor: Fátima Pilla Muller / Julho 2009

 





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