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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

Antes eu fazia tudo errado, me salvei graças ao seu e-mail!

ANTES EU FAZIA TUDO ERRADO.

Agora não mais, e por isso estou agradecendo aos amigos por me alertarem com todos os e-mails educacionais que recebi no ano passado.

Graças a eles:

Eu não abro mais a porta do banheiro sem usar uma toalha de papel nas mãos; não bebo mais refrigerante com rodelas de limão ou laranja por me preocupar com as milhares de bactérias na casca.

Eu não consigo mais usar o controle remoto em quartos de hotel porque não sei o que a última pessoa estava fazendo enquanto navegava nos canais adultos.

Eu tenho dificuldade em apertar a mão de alguém que estava dirigindo porque o passatempo predileto de alguém dirigindo é cutucar o nariz.

Eu não consigo pegar numa bolsa de mulher com medo que ela a tenha colocado no chão de um banheiro público.

Eu tenho que mandar um agradecimento especial para quem me mandou uma mensagem falando do cocô de rato na cola de envelopes porque agora eu uso uma esponja úmida para cada envelope que precisa ser selado. Pela mesma razão, escovo vigorosamente cada latinha antes de abri-la.

Eu não tenho mais economias porque dei para uma menina doente (Penny Brown) que está para morrer pela 1.387.258º vez.

Eu não tenho mais dinheiro, mas isto vai mudar quando eu receber os 15.000 dólares que o Bill Gates/Microsoft e AOL vão me mandar por participar no programa especial de e-mail.

Eu não me preocupo mais com minha alma porque eu tenho 363.214 anjos olhando por mim, e a novena de Santa Teresa atendeu a todos os meus desejos.

Eu não ouso mais beber um drink num bar porque posso acordar numa banheira cheia de gelo sem meus rins.

Eu não uso desodorantes cancerígenos mesmo fedendo como um búfalo num dia quente.

GRAÇAS A VOCÊS, aprendi que minhas preces só serão atendidas se eu enviar um email para 7 dos meus amigos e fizer um desejo em 5 minutos.

GRAÇAS À SUA PREOCUPAÇÃO, eu não bebo mais Coca Cola porque ela é capaz de remover até manchas em privadas.

Eu não abasteço mais o carro sem ter alguém vigiando o carro para que um serial killer não entre no banco de trás enquanto eu estou abastecendo.

Eu não bebo mais Pepsi ou Fanta porque as pessoas que produzem esses produtos são ateístas e se recusaram a colocar nas latinhas “Feito por Deus”.

E OBRIGADA POR ME AVISAR que eu não posso esquentar um copo de água no microondas porque pode estourar na minha cara… e me desfigurar para a vida inteira.

Eu não vou mais ao cinema porque me disseram que eu posso ser picado por num alfinete infectado com AIDS quando eu sentar.

Eu não vou mais ao shopping porque alguém pode me drogar com uma amostra de perfume e me roubar.

Eu não recebo mais pacotes da UPS ou FedEx porque na realidade os entregadores são agentes disfarçados da Al Qaeda.

E eu não atendo mais telefones porque alguém vai me pedir que disque um número pelo qual eu vou receber uma conta com chamadas para a Jamaica, Uganda, Singapura e Uzbekistão.

GRAÇAS A VOCÊ eu não uso outra privada que não a minha porque uma enorme cobra preta pode estar escondida dentro da privada e me matar instantaneamente, quando picar minha bunda.

E GRAÇAS AO SEU ÓTIMO CONSELHO, eu não me abaixo mais para pegar uma moeda caída no chão do estacionamento porque provavelmente foi colocada lá por um tarado sexual que estará esperando prá me agarrar por trás quando eu me abaixar.
Eu não dirijo mais meu carro porque se comprar gasolina de algumas empresas, estarei apoiando a Al Qaeda e se comprar das outras companhias, estaria apoiando os ditadores sul-americanos.

Eu não mexo mais no meu jardim porque tenho medo de ser picado pela aranha madeira e minha mão cair.

E se você não mandar este e.mail para pelo menos 144.000 pessoas nos próximos 70 minutos, uma pomba grande com diarréia vai pousar em sua cabeça às 17:00 horas, amanhã, e as moscas de 120 camelos vão infestar suas costas, causando o crescimento de uma enorme corcunda cabeluda. Eu sei que isto vai acontecer porque aconteceu com a cabeleireira da melhor amiga do segundo marido da prima da sogra de minha vizinha.

Ah, e a propósito, um cientista alemão da Argentina descobriu, após um longo estudo, que pessoas com pouca atividade cerebral leem seus e-mails com a mão sobre o mouse.

P. S.: Eu agora guardo minha escova de dentes no quarto, assim não corro o risco de contaminá-la com as bactérias da privada.

 

Fonte: Recebi por e-mail

Foto: Divulgação.



Terça-feira, 1 de Junho de 2010

Posso Errar?

"Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos soltos e brilhantes – tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi ai que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa – e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou certa por quê?

O homem certo, por exemplo, existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada – e feliz – com um deles.

E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez, você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.

Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão – da traição ou do cigarro -, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando poe cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.

O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios – tem um punhado de coisas que eu não faço.” Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, a agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso."

Por Leila Ferreira





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