Rotina de Papanicolaou possibilita o tratamento na hora certa. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de casos novos de câncer do colo do útero esperado para o Brasil no ano de 2010 é de 18.430, com um risco médio estimado de 18 casos a cada 100 mil mulheres. O quadro clínico de pacientes portadoras da doença pode variar desde ausência de qualquer sintoma até queixas de sangramento vaginal anormal, que pode ocorrer após a relação sexual, secreção vaginal de odor fétido, entre muitas outras manifestações. Ainda de acordo com o Inca, é estimado que uma redução em cerca de 80% da mortalidade por esse câncer pode ser alcançada através do rastreamento de mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos de idade, com o teste de Papanicolaou, e com o tratamento das lesões precursoras com alto potencial de malignidade ou das neoplasias em fase muito inicial da doença, ou seja, os carcinomas in situ. "Hoje, 50% das portadoras da doença podem receber um tratamento eficaz, com chances de cura. Mas para isso, é importante o diagnóstico precoce, já que a doença inicialmente não costuma apresentar sintomas", explica Nelson Valente, ginecologista do Lego Medicina Diagnóstica. Portanto, segundo o especialista, é fundamental a visita rotineira ao ginecologista e a realização do exame citológico Papanicolaou, em geral, uma vez ao ano. Além disso, o médico também ressalta o papel da colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) para o diagnóstico de câncer de colo uterino já que auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero). "Quanto mais cedo se diagnostica o câncer de colo de útero, maior é a chance de cura dessa doença", afirma Valente. Outros fatores muito importantes são as medidas de prevenção voltadas para essa doença, ou seja, os cuidados e informações sobre o uso de preservativos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a orientação de uma atividade sexual saudável, segundo o médico. "As mulheres mais velhas podem ter maior risco de desenvolverem esse tumor de forma mais agressiva, pois nota-se uma tendência de deixarem de fazer esse exame ou de abandonarem a rotina de consulta com seu ginecologista, perdendo a oportunidade do diagnóstico precoce", esclarece o especialista do Lego. Sobre o Lego Medicina Diagnóstica O Lego - Laboratório Especializado em Ginecologia e Obstetrícia - é referência há mais de 32 anos na saúde da mulher, com foco na realização de exames de imagem e de anatomia patológica, especialmente em citologia. Com um corpo clínico altamente capacitado, o Laboratório realiza cerca de 500 mil exames por ano para diagnosticar as mais diversas patologias femininas. Site: www.legolab.com.br |
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