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Saúde


Cirurgia bariátrica é alternativa segura para o tratamento do diabetes tipo 2

 

Federação Internacional de Diabetes reconhece eficácia do procedimento no controle da doença que atingirá 438 milhões de pessoas no mundo até 2030

A cirurgia bariátrica, indicada no tratamento da obesidade mórbida, está ganhando cada vez mais notoriedade no controle do diabetes tipo 2, doença que 6,4% da população brasileira.

A Federação Internacional do Diabetes, durante o último Congresso de Intervenção para Terapia do Diabetes Tipo 2, em Nova Iorque, reconheceu os benefícios da cirurgia bariátrica para controlar a doença e sugeriu que o procedimento cirúrgico seja também aplicado para pacientes diabéticos com obesidade leve (IMC entre 30 e 35). Atualmente o procedimento só é indicado para pacientes com obesidade mórbida (IMC acima de 40) ou para pacientes com IMC acima de 35 com doenças relacionadas a obesidade, como diabetes.

“A associação entre o diabetes e a obesidade é o maior problema de saúde pública da atualidade. Diversos estudos nacionais e internacionais tem comprovado que a cirurgia bariátrica não proporciona apenas a redução do peso, mas consegue controlar o diabetes tipo 2, devido a mudança metabólica”, diz o cirurgião bariátrico Dr. Roberto Rizzi, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Três tipos de cirurgia se mostram eficientes no controle do diabetes e, por isso, são conhecidas como Cirurgia do Diabetes: o by-pass gastrojejunal e as derivações bilio-pancreáticas (scopinaro e “duodenal switch”). As três técnicas criam um atalho para o alimento, que é desviado do duodeno e chega antes à parte final do intestino. “Esse desvio altera a secreção de alguns hormônios intestinais, como o GLP-1, cujo aumento estimula a produção de insulina, resultando na melhora ou até mesmo no controle do diabetes tipo 2”, explica Dr. Rizzi.

Os bons resultados da cirurgia para o controle do diabetes tipo 2 devem-se, basicamente, a dois fatores: a perda de peso do paciente e principalmente a alteração hormonal.

Estudo - Um estudo realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, acompanhou durante um ano 2.235 adultos obesos com diabetes tipo 2 que foram submetidos a cirurgia bariátrica para redução de peso.
Dos participantes do estudo, 85,8% tomavam pelo menos um medicamento para controlar o diabetes antes da cirurgia, com uma média de 4,4 medicamentos por paciente.
Os pesquisadores descobriram que seis meses após a cirurgia, 1.669 (74,7%) dos pacientes deixaram de tomar seus medicamentos para diabetes. Depois de um ano, 80,6% dos participantes do estudo não precisavam mais de medicamentos para o diabetes e depois de dois anos esse percentual subiu para 84,5%.




Câncer de pulmão: tomografia oferece mais precisão diagnóstica

 
"A tomografia computadorizada (TC) é um exame preciso e bastante eficiente na detecção e acompanhamento do câncer pulmonar. O exame possibilita uma visão em lâminas milimétricas de todo o pulmão, permitindo detectar e medir as dimensões de um nódulo, sua posição e relação com as demais estruturas ao redor. A TC também pode ser utilizada, quando indicado, como alternativa para guiar biópsias de lesões pulmonares, que auxiliam a fazer o diagnóstico de tumores ainda em estágio inicial, aumentando as chances de cura", diz o médico radiologista de tórax Moacir Moreno Junior, do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo.

Na opinião do especialista, que costuma analisar imagens diagnósticas de mais de mil pacientes ao ano com suspeita de câncer pulmonar, a tomografia computadorizada deveria se tornar exame de rotina anual para fumantes e ex-fumantes, conforme sugere também a radiologista Claudia Henschke, do Weill Medical College of Cornell University, de Nova York. Um estudo conduzido pela médica norte-americana revela que o câncer pulmonar pode ser
detectado bastante precocemente em 85% dos pacientes submetidos à tomografia computadorizada de baixa dosagem de radiação, possibilitando evitar mais de 80% das mortes pela doença em caso de detecção precoce.

"Mesmo quando o exame não identifica nenhum nódulo, isso não isenta o paciente de vir a desenvolver câncer pulmonar caso continue a fazer parte do grupo de alto risco. Por isso, é fundamental o controle periódico e, principalmente, a adoção de hábitos mais saudáveis, como abandonar o cigarro", diz Moreno. É muito comum o paciente fumante deixar para consultar um médico somente na presença dos primeiros sintomas, quando a doença já está avançada. Trata-se de um erro grave, podendo comprometer as chances de sobrevida do paciente.

Tumores de localização pulmonar central podem provocar tosse, ronco e falta de ar. Os que estão instalados no ápice pulmonar podem desencadear dores nos ombros e braços. Mas, há tumores de pequenas dimensões e tipos silenciosos de câncer que não dão sinais. De acordo com o médico, esses ou estão localizados em uma região mais periférica do pulmão, ou têm dimensões tão pequenas que ainda não produzem sintomas. É justamente nessa fase inicial que as chances de cura seriam maiores se a lesão tivesse sido detectada. A quantidade de radiação administrada nesses estudos também deve ser levada em conta na decisão da realização rotineira dos exames de tomografia, e deve-se pesar o custo-benefício em cada caso, a depender de fatores de risco como idade e tabagismo pesado.


*Dr. Moacir Moreno Junior, médico radiologista de tórax do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo   
www.cdb.com.br


 

Mastigue mais para comer menos

Quer emagrecer? Então é bom que você demore mais tempo nas suas refeições. Segundo um novo estudo, quem mastiga mais, consome menos calorias.

Participantes do estudo mastigaram alimentos 40 vezes e consumiram quase 12% calorias a menos. O normal é que as pessoas mastiguem os alimentos apenas 15 vezes antes de engolir.

Os pesquisadores forneceram um almoço comum para meninos de 14 anos obesos e para garotos de 16 anos com peso normal para ver se existem diferenças na forma em que eles mastigavam a comida. Além disso, analisaram se a mastigação levaria as pessoas a comerem menos, e como os níveis de açúcar no sangue e hormônios que regulam o apetite são afetados com isso.

Pesquisas anteriores já haviam explorado a ligação entre obesidade e mastigação, com resultados variados. Alguns estudos concluíram que comer rápido e mastigar menos estão associados com a obesidade, enquanto outros não encontraram essa relação.

No estudo atual, a equipe descobriu uma ligação entre a quantidade de mastigação e os níveis de vários hormônios que dizem ao cérebro quando começar e quando parar de comer.

A mastigação mais demorada foi associada com baixos níveis de guelina no sangue – o hormônio da fome, que estimula o apetite. Aliado a isso, foram encontrados níveis mais elevados de CCK, hormônio que pesquisadores acreditam que reduz o apetite.

Como o estudo foi pequeno e incluiu apenas jovens, os autores dizem que a mastigação prolongada não necessariamente afetará a ingestão de calorias em outras pessoas. No entanto, a redução de 12% de calorias ingeridas do grupo que mastigava a comida 40 vezes poderia ser traduzida em uma perda de peso significativa. Se uma pessoa cortasse a ingestão de calorias nessa medida, ela poderia perder pouco mais de 10 quilos em um ano.

Fonte: Hype Science

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SAÚDE EM DIA

Atividade física aumenta qualidade de vida do idoso

Benefícios são para o corpo e a mente. Prática de exercícios aliada à alimentação saudável melhoram saúde e bem-estar

A prática de atividade física não está associada somente a uma questão de estética ou aparência. Ela impacta diretamente na prevenção a doenças crônicas precoces, principalmente entre os idosos. Em todo o país, estão surgindo propostas que visam melhorar a qualidade de vida destes brasileiros.

“Fazer exercícios traz benefícios para o corpo e a saúde”, afirma a  coordenadora do Programa Nacional de Hipertensão do Ministério da Saúde, Rosa Sampaio. Segundo ele, a atividade física protege o organismo contra uma série de enfermidades crônicas. “Muitos acham que os exercícios só previnem doenças cardiovasculares; mas, existem outras doenças que podem ser protegidas com a atividade física. Ela protege as artérias e os vasos sanguíneos, aumenta a queima de calorias e melhora a tonicidade dos músculos e das articulações/, acrescenta Sampaio.

Em Santa Catarina foi firmada, recentemente, uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Blumenau e a Fundação do Bem-Estar da Família Blumenauense, que prevê a realização de oficinas de saúde para os idosos. Além de atividades físicas – como a hidroginástica – estão previstas aulas de artesanato, dança e luta marcial.

O secretário de Saúde de Blumenau, Marcelo Lanzarin, ressalta que esse trabalho faz bem não apenas para o corpo, mas também para o espírito dos idosos. “Estas oficinas promovem uma integração maior entre eles. Muitos tinham o hábito de ficar somente em casa e, hoje, tem a oportunidade de conviver com pessoas da mesma idade e trocar experiências. Isso acaba promovendo não só a saúde física como também, a mental”, destaca Lanzarin. 

ACADEMIAS DA SAÚDE –O Ministério da Saúde tem incentivado o aumento da qualidade de vida e da saúde dos brasileiros por meio de ações que incentivem uma alimentação saudável somada à prática de atividade física, em todas as idades. O Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) prevê a implantação, até 2014, de quatro mil pólos do Programa Academia da Saúde, em todo o país.

O Plano também prevê medidas como a criação de espaços específicos para a realização de práticas corporais, atividades físicas, lazer e de modos de vida saudáveis. A exemplo de programas já desenvolvidos em algumas capitais, a Academia da Saúde busca eliminar barreiras como a inexistência de espaços públicos de lazer, o que reduz a possibilidade de acesso à prática de exercícios por grande parte da população.

 


Novas substâncias trazem esperança a pacientes com câncer na próstata

                        

Estudo internacional conta com participação de centros oncológicos mineiros

Centros oncológicos de várias partes do mundo, entre eles os do Hospital Lifecenter e do Hospital das Clínicas da UFMG, acabam de concluir um estudo que testou uma nova substância - o Alpharadin (cloreto de rádio-223) - que em combinação com a radioterapia otimiza o tratamento do câncer de próstata. Um teste realizado com mais de 900 homens, associando o Alpharadin ou placebo ao procedimento habitual, contou com a equipe coordenada em Minas Gerais pelo oncologista André Murad através dos centros de pesquisa do Lifecenter e do Hospital das Clínicas da UFMG disponibilizando quinze pacientes para receberem a substância no decorrer do tratamento. “O resultado foi positivo, tendo em vista que o composto aprimorou os efeitos da radioterapia padrão. Pacientes tratados com a nova droga tiveram uma sobrevida de 14 meses, enquanto aqueles que foram tratados com placebo viveram 11,2 meses”, explica o oncologista.

R.N.F, de 83 anos, foi um dos pacientes que integraram a pesquisa com o uso do Alpharadin. ”Fiz a minha primeira cirurgia há doze anos, a partir do momento em que comecei a fazer as sessões de radioterapia incorporada com esse medicamento, os resultados foram surpreendentes. Continuo realizado sessões, mas hoje já vivo normalmente, sem limitação alguma”. Murad conta que o Alpharadin é indicado principalmente para pacientes em que o tumor já se encontra em fase de metástase óssea.

O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor maligno mais comum entre os homens brasileiros, com 52 mil casos registrados somente no ano passado. Na escala mundial, a doença ocupa a sexta posição, de acordo com dados do INCA. O oncologista acredita que o aumento na ocorrência desse tipo de tumor no Brasil pode ser explicado pela melhoria das técnicas de diagnóstico da doença. “A sociedade médica vem investindo cada vez mais em pesquisas que revolucionam os métodos de diagnósticos já existentes e inovando em opções de tratamentos que minimizam as conseqüências (seqüelas) ou até mesmo levam à cura”.

Geralmente, o tumor se desenvolve silenciosamente e de forma lenta, podendo demorar até 15 anos para atingir o tamanho de 1 cm³. Em muitos casos, ele se manifesta efetivamente quando o portador já atingiu a idade avançada. Murad tem participado de vários congressos no exterior, com a presença de oncologistas internacionais, para discutir e compartilhar novas técnicas de tratamento da doença. “Recentemente foram apresentadas outras oportunidades de métodos com resultados eficazes, sobretudo em pacientes em estágios avançados. Os progressos na luta contra o câncer de próstata têm estimulado os pesquisadores a buscar alternativas e aprimoramentos de processos já existentes, além da descoberta de novos medicamentos”.

O acetato de abiraterona é outra substância que surge como esperança de elevar a sobrevida de pacientes que não apresentam melhorias frente aos procedimentos existentes. “O estudo foi realizado com mais de mil homens com câncer de próstata avançada e a ação do medicamento produzido partir de abiraterona obteve efeitos muito positivos. Pacientes tratados com o composto aliado a um esteróide viveram em média 14,8 meses, contra 10,9 meses dos doentes tratados apenas com o esteróide. Além disso, os efeitos colaterais foram poucos se comparados à quimioterapia e à radioterapia”, afirma o especialista.

Existem vários outros métodos inovadores, como a vacina produzida a partir do Sipuleucel-T e que estimula o organismo a produzir defesas contra as células cancerígenas e que em fase de teste aumentou em 18% a chance de sobrevida dos pacientes. Fármacos como o Cabazitaxel e o Docetaxel surgem também como aliados da quimioterapia. “Isso mostra que, na contramão da estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê um aumento de 40% na ocorrência do câncer de próstata nos próximos 25 anos, está o esforço dos especialistas e pesquisadores na descoberta de medicamentos que acrescentam resultados às técnicas já utilizadas”, conclui Murad.

 

                    

 

 


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